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Transgêneros na Mídia Impressa Brasileira"
Sexta-feira, Junho 27, 2003
Fonte: blogueiro-cientista
Teresina, Fortaleza e Rio nas paradas do orgulho e da diversidade
Muitas paradas do orgulho GLBT estão acontecendo neste mês pelo nosso Brasil e mundo. Hoje (27.06.2003) acontece a Parada da Diversidade em Teresina, capital do estado do Piauí. No dia 29 (domingo) acontecem a de minha terra natal, Fortaleza/CE e na eterna cidade maravilhosa, Rio de Janeiro/RJ. Acima temos a reprodução do terceiro cartaz da campanha deste ano da Parada do Orgulho Rio 2003.
Clique aqui e verifique o calendário que site do Mix Brasil anotou sobre as próximas Paradas do Orgulho GLBT brasileiras.
Quanto ao episódio da Volkswagem não ter permitido o uso da logomarca dela na Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, mesmo tendo comprado a maior cota de propaganda (300 mil reais), eu somente tenho a lamentar pela empresa nascida na Alemanha. Não sabem o que aconteceu? Clique aqui e saibam.
Beijos e abraços em todos e tenham um ótimo final de semana.
Enviado por JOSEAN REGO
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Quarta-feira, Junho 25, 2003
Fonte: blogueiro-cientista
O diário de uma monografia
Estou lendo nestes dias um livro de Colin Spencer (Homossexualidade: Uma história).
Há muitas coisas que nós nem sequer imaginamos, não é mesmo?
Umas das coisas que mais me chamou atenção foi que a homossexualidade entre os animais deixou de ser estudada por muitos especialistas por muito tempo. Agora imaginem o porquê. Lógico que isso faz muito tempo, mas o maior motivo foi o pudor e o tabu. Que coisa hein?!
O livro do Spencer é altamente recomendável.
Já deram uma passadinha no GLS Planet? Passem lá. Tem muita coisa interessante sobre a Parada do Orgulho GLBT (gueis, lésbicas, bissexuais e transgêneros) de São Paulo e sobre as paradas realizadas em Israel e no México.
A foto acima é do segundo cartaz da Parada do Orgulho realizada no Rio de Janeiro. O primeiro cartaz está mais abaixo, aqui mesmo no Carta Queer. Fantástico o cartaz não acham? E as personalidades... pensem!
Grande abraço e beijos!
Enviado por JOSEAN REGO
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Segunda-feira, Junho 23, 2003
Fonte: Blogueiro feliz!
O caminho da igualdade
Passei o domingo assistindo aos canais de TV para tirar as minhas impressões sobre a cobertura da parada do Orgulho GLBT (gueis, lésbicas, bissexuais e transgêneros) de São Paulo.
A matéria apresentada pela Sônia Bridi sobre a Parada, foi algo que realmente condiz ao nome do jornalístico: Fantástico. Apresentou um casal que levou o filho para mostrar a diversidade. Falou sobre a importância do evento et cetera. Foi uma matéria humana!
Em seguida o programa apresentou uma outra matéria sobre o interesse crescente no dinheiro rosa ou, como é conhecido em inglês, pink money. Levando-nos a refletir: será que é um interesse na defesa de ideais de respeito ao próximo ou de um real e crescente interesse no bolso rosa, ou melhor, no dinheiro do GLBTs? Pelo visto eles precisam mostrar que têm dinheiro para impor não é mesmo?
E pensar que há tempos atrás tripudiavam o dinheiro guei. Justificavam que os gueis não reproduziam, o que não gerava, ao mundo capitalista, mais consumidores. Que erro cruel desumano e desagradável hein?!
Fiquei empolgado com a cobertura fornecida pelo Fantástico da Rede Globo, até que o final do programa não poderia ser pior: exibiram aquele personagem conhecido como Haroldo, o hétero. Personagem que em nada contribui com a redução do preconceito e na desmistificação do homossexual caricato.
Susto maior foi perceber que até o programa Domingo Legal do SBT, apresentado pelo Augusto "Gugu" Liberato, teve uma cobertura bem maior que a oferecida no ano passado, quando da 6ª Parada do Orgulho GLBT. Mas o melhor de tudo era a abordagem sem escracho ou desrespeito.
Mais que tão somente números - estimava-se 800 mil pessoas e, conforme o site Mix Brasil (clique aqui e veja a notícia), a Policia Militar de São Paulo confirmou a presença de 1 milhão) - a Parada começou a imprimir o seu verdadeiro simbolismo político. Não que ela não tenha nascido com a intenção de agregar valor positivo. Mas depois de anos tentando, estamos vendo, de maneira concreta, a quebra do estigma do caricato e alegre que os GLBTs carregam. Não se enganem, esse estigma não é exclusividade de alguns dos conhecidos como heterossexuais, ele também está impregnado em alguns homossexuais que ainda não tomaram ciência do valor humano que têm.
Concluo as minhas palavras no dia de hoje com um trecho do artigo Os gays ensinam a gostar de São Paulo, assinado por Gilberto Dimenstein, publicado na Folha de São Paulo:
Amparado e até estimulado pelo poder público, o Dia do Orgulho Gay, na avenida Paulista, é a mais importante manifestação de rua do Brasil. Supera, de longe, o Dia do Trabalho. E sem distribuir brindes, como fazem os sindicatos, para chamar o público.
Estamos caminhando ao sucesso. Sugiro dar uma lida na revista Veja desta semana que tem amplo material sobre homossexualidade e, a Folha online, produziu muitas matérias a respeito da Parada do Orgulho de São Paulo. Vale conferir!
Enviado por JOSEAN REGO
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Sexta-feira, Junho 20, 2003
Fonte: blogueiro-esperançoso
Careta para o preconceito e outras informações
Neste domingo (22.06) acontece a tão esperada Parada do Orgulho GLBT (gueis, lésbicas, bissexuais e transgêneros) de São Paulo. Eu estava me programando para ir a São Paulo neste período de eventos GLBTs, mas, infelizmente, descobri que não tinha direito às férias neste período.Terei direito, a mais um mês de férias, partir de dezembro. Não queria pedir afastamento para tal. Mas pelo jeito ainda vou ter que pedir. Agora resta pensar na grana para a viagem. Dinheiro anda curto...
Já decidi, juntamente com a minha professora-orientadora, Vângela, como será a monografia. Lógico que não vou ficar dizendo como ela será aqui no Carta Queer. Deixa ela ficar pronta, tá!? Mas a proposta do blog, espero eu, vou tocar... O diário de uma monografia - como denominou um amigo muito querido que mora em Manaus.
Segunda-feira (23.06), a partir de várias leituras que estiver procedendo, farei considerações ou estarei analisando. Não tenham medo de me dar "puxões-de-orelha" virtuais ou dar suas sugestões e opiniões, esta é a tarefa do blog, ser um fórum de discussões.
Apenas gostaria de dizer que nem tudo, provavelmente, poderei conseguir responder (questões dos blogueiros e visitantes, quanto aos posts/textos) em tempo ou, até mesmo, nem sequer responderei.
Ah, por favor, fiquem atentos à Parada do Orgulho GLBT de São Paulo. Este fim de semana várias mídias estarão fazendo a cobertura. Por sinal, a foto acima é referente a Parada do Orgulho do Rio de Janeiro que acontece no próximo domingo (29.06). Vale a pena ficarmos antenados! Mais informações: www.arco-iris.org.br (Rio de Janeiro), www.paradasp.org.br (São Paulo) e no site GLS Planet que pretende dar as notícias sobre a Parada do Orgulho GLBT de São Paulo em tempo real no domigo (22.06).
E, para concluir, ficam votos de um maravilho final de semana para todos (em especial para Daniel, Robert, Eddie, Márcia e Nick), bem como o desejo de que a Parada de São Paulo seja um sucesso!
Enviado por JOSEAN REGO
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Quarta-feira, Junho 18, 2003
Fonte: blogueiro-frustrado
Queer as Folk na terceira temporada, mas o blogueiro não viu nem a primeira
Até hoje estou profundamente frustrado por não ter a oportunidade de assistir a aclamada série Queer as Folk (Os Assumidos). Aliás, prefiro usar o nome em inglês. A tradução para o português - Os Assumidos - é a perfeita falta de sintonia dos responsáveis pela exibição no Brasil com o assunto da homossexualidade.
Porém, como nem tudo são flores, temos muito a agradecer de qualquer maneira. Eles tiveram coragem suficiente para trazer ao nosso país essa discussão. Considero isso é muito bom. Acredito que as discussões ajudam a compreender melhor o universo humano.
Bem, mas explicando o porquê de não poder assistir a série: nosso querido estado de Roraima, não é coberto pelo satélite da DirecTV do Brasil. Nem sequer temos canais pagos via cabo. A única tv por assinatura a atender Roraima é a SKY. Que, convenhamos, tem uma programação que não agrada muito. Todavia, um dia, irei adquirir toda a série em DVD.
Que não conhece a série, ou nunca ouviu falar, pode se informar no site oficial para o Brasil do Queer as Folk, que por sinal é bonito e bem transado. Mas acho que poderia ser melhor. Isso, levando em consideração que todo ser humano não está satisfeito com tudo que tem, não é mesmo?
A foto acima é da capa do CD trilha sonora da série que está na terceira temporada, cujo início foi neste mês. O CD já está disponível (importado) na Amazom.com.
Um segredinho... o nome do meu trabalho foi, também, inspirado no nome da série.
Enviado por JOSEAN REGO
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Fonte: GLS Planet
Associação Parada SP esclarece caso das credenciais vetadas
17.06.2003 - Em contato de nossa equipe há pouco com a Associação Parada do Orgulho GLBT de SP foi esclarecida a questão da polêmica da participação do Casseta&Planeta na Parada deste ano.
Segundo Emmanuel Fiqueiredo, assessor de imprensa da Parada SP, a produção do programa Casseta&Planeta havia entrado em contato com a organização da Parada no início do ano pedindo as credenciais. Desde o início a Associação esclareceu que não daria as credenciais para o programa, por considerar que o mesmo favorece a formação de estereótipos negativos aos homossexuais, o que seria contraditório em um ano em que a questão mais importante para a Parada é a construção da imagem e de políticas homossexuais.
A produção do programa então entrou no site da Parada e viu que era possível se candidatar a uma concessão de participação com um trio elétrico na Parada, e isto a Associação não tinha como impedir. Eles pagaram pela concessão e inclusive em uma reunião dos trios elétricos, havia um representante da Rede Globo. Mas ao saberem que o montante pago correspondia somente à liberação de sua participação, não incluindo os custos do trio elétrico em si, a produção do programa resolveu não participar da Parada.
A RedeTV! também teve suas credenciais negadas desde o início do processo. A produção da RdeTV! ainda entrou em contato com a Associação da Parada tentando uma credencial, mas a organização alegou que tinham um processo jurídico contra a emissora e seria no mínimo contraditório eles concederem a credencial.
Sendo assim, segundo a assessoria de imprensa, a postura da parada em relação à participação de programas que sejam prejudiciais à imagem homossexual ou emissoras homofóbicas na Parada foi sempre a mesma: não permitir seu acesso, sempre que possível.
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A reprodução é aceitável, desde que seja informada devidamente a fonte. Clique aqui e veja a matéria on-line.
Enviado por JOSEAN REGO
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Terça-feira, Junho 17, 2003
Fonte: Folha Online
Outro canal: Parada gay de SP veta cassetas e Rede TV!
Por Daniel Castro - Colunista da Folha de S.Paulo
17.03.2003 - A Associação da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) do Estado de São Paulo negou credenciais jornalísticas para o programa "Casseta & Planeta - Urgente!", da TV Globo, e para a Rede TV! cobrirem o evento que ocorre no próximo domingo na capital.
No caso dos cassetas, a entidade argumentou que não se trata de um programa jornalístico e que a parada gay é um evento político. Além disso, considera o humorístico da Globo homofóbico. O mesmo argumento foi usado contra a Rede TV!, que exibe "pegadinhas" que ridicularizam gays.
Sem credenciais, o "Casseta & Planeta" e a Rede TV! não terão acesso aos 15 trios elétricos que animarão a parada gay. Também não poderão entrevistar os organizadores do evento. No entanto, como se trata de um ato público, na avenida Paulista, rua da Consolação e praça da República, ninguém pode ser impedido de fazer cobertura do chão.
A Folha apurou que a associação sugeriu aos cassetas que participassem da parada em um trio elétrico próprio. Mas recuou após haver reação dos outros trios, que queriam ficar distantes do dos humoristas, para não expor seus convidados às câmeras do programa. A entidade nega.
Os cassetas afirmam que têm autorização para usar trio elétrico, mas que isso não será necessário e que, assim como a Rede TV!, irão participar do evento do chão.
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A reprodução é aceitável, desde que seja informada a fonte. Clique aqui e veja a matéria on-line.
Enviado por JOSEAN REGO
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Segunda-feira, Junho 16, 2003
  
Fonte: Mix Brasil e G Online, respectivamente
AS IDAS E VINDAS:
Susto no mercado editorial e cena gay brasileira
G Magazine passa por problemas financeiros
>>>>>Josean escreve: Uma notícia publicada no site Mix Brasil, dava conta de que a G Magazine estaria com problemas financeiros e que o futuro dela é incerto. Em outra matéria, colhida no site da revista, a editora e proprietária da Fractal Edições, Ana Fadigas, afirma que a G continuará circulando normalmente. Por via das dúvidas, leiam as notícias a seguir e tirem suas próprias conclusões. Abaixo de cada texto disponibilizo o link para visitar a notícia on-line.<<<<<
Fonte: Mix Brasil
Crise financeira torna incerto futuro da G Magazine, editora passa título para gráfica

13.06.2003 - Uma séria crise financeira torna incerto o futuro da maior publicação direcionada ao público gay na América Latina, a G Magazine.
Segundo o chefe de redação da revista Jayme Camargo a Fractal, de propriedade de Ana Fadigas e responsável pela publicação da G, deve repassar o título para a editora Globo Chocrane, maior credor da editora.
A G Magazine ficou conhecida nacional e internacionalmente por trazer famosos em ensaios de nus com ereção. O primeiro nome a ganhar espaço na mídia foi o ator Matheus Carrieri. Os jogadores Dinei (Corinthias), Roger (São Paulo) e Bruno Carvalho (Flamengo), os atores Alexandre Frota e Marco Mastronelli, os cantores Rafael Vanucci, Rodrigo Pavanello e Roger (Ultraje a Rigor) e o gêmeo do cantor Vavá estão entre as personalidades que estiveram na capa da revista.
A publicação chegou a vender 112 mil exemplares por ocasião da publicação do ensaio do atacante da seleção brasileira Vampeta em janeiro de 1999, mas vem enfrentando dificuldades com a queda das vendas em banca.
A G Magazine confirmou presença na Parada do Orgulho Gay de São Paulo, onde é responsável pelo carro de imprensa há 3 anos. A editora informa que a edição de julho já está pronta e chegará normalmente às bancas de todo país.
Clique aqui e veja a notícia on-line.
------- ABAIXO A RESPOSTA DA "G MAGAZINE"
Fonte: G Online
Ana Fadigas afirma: "A G continuará circulando"

15.06.2003 - A diretora e editora da Fractal Edições, Ana Maria Fadigas, fez comunicado oficial nesse domingo, dia 15 de junho, na perspectiva de elucidar a série de desencontros de informações e as especulações que se fazem presentes no mercado editorial e na cena gay sobre o futuro da G MAGAZINE - que acabaram por resultar em uma nota de teor alarmista no site do MiX Brasil nesta sexta-feira, dia 13.
No comunicado, dirigido a princípio ao editor do MiX, André Fischer, Ana Fadigas ressalta que "sim, a Fractal encontra-se em momento de negociações com seus credores diante de dificuldades de todo o mercado editorial, e por estarmos em um ramo bastante susceptível acabamos sendo alvo de muito mais comentários maldosos. Por isso a única informação correta é: A G MAGAZINE continuará circulando todos os meses, sendo sua próxima edição a de número 70, em Julho de 2003 e assim por diante."
Ainda segundo a diretora da Fractal, todas as informações a respeito dessas negociações, que no momento "são de bastidores", serão repassadas aos leitores da revista e usuários do site, na medida que se torne relevante que tenham conhecimento das mesmas.
Clique aqui e veja a notícia on-line.
Enviado por JOSEAN REGO
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Fonte: Notícias UOL Inovação - Biotecnologia
Pesquisa mostra que suor masculino relaxa as mulheres
Por Helen R. Pilcher - Nature News Service
Senhoras! Procurando um jeitinho de relaxar? Tentem cheirar o sovaco de um homem. Novas pesquisas demonstram que o suor das axilas acalma as mulheres.
Também causa alteração nos ciclos menstruais, de modo que a descoberta pode dar origem a drogas baseadas na transpiração para manipular a fertilidade feminina.
"As axilas contêm feromônios psicologicamente ativos", diz o químico George Preti, do Centro de Química dos Sentidos Monell, de Filadélfia, Pensilvânia, que dirigiu o estudo. Esses produtos químicos que causam alterações de comportamento -comuns em todo o mundo animal- são capazes de afetar o cérebro, e portanto os nossos corpos, sem que sequer o percebamos.
Por seis horas, as participantes voluntárias do teste foram submetidas a feromônios concentrados do odor do suor axilar masculino -por sorte mascarados por uma fragrância. Os níveis do luteinizing, um hormônio fundamental para o ciclo menstrual feminino, foram monitorados ao longo do teste.
O hormônio luteinizing é liberado pelo cérebro na forma de pulsos -que se tornam mais intensos e freqüentes à medida que uma mulher se aproxima da ovulação. A exposição ao odor masculino acelerou a chegada do próximo pulso hormonal, concluiu a equipe de Preti.
As voluntárias reportaram também que se sentiam menos tensas e mais relaxadas, depois de aspirar a fragrância saturada de feromônios. Ambos os efeitos podem remontar ao nosso passado, no qual os impulsos tinham papel mais importante do que têm agora, sugere o pesquisador.
Os ocupados homens e mulheres das cavernas do período da caça e migração provavelmente tinham pouco tempo para desfrutar da companhia uns dos outros. O sistema reprodutor de uma mulher das cavernas pode se ter desenvolvido para estar pronto para a aproximação de um parceiro por meio da alteração dos níveis hormonais em resposta ao odor emitido por ele, concorda Charles Wysocki, pesquisador de feronomas do centro Monell.
"As mulheres podem responder a sinais ambientais que facilitem a reprodução bem-sucedida", disse Wysocki.
O efeito de relaxamento reportado em função do odor das axilas masculinas também pode aumentar a chance de reprodução. Uma vez mais, trata-se de uma conclusão especulativa, mas uma mulher relaxada tem maior probabilidade de ser receptiva a um homem, sugere Wysocki.
"Isso apresenta uma dicotomia", diz Ivanka Savic, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia, que estuda os efeitos dos feromônios sobre o cérebro. O suposto exercício da liberdade de escolha em um encontro amoroso moderno talvez fique comprometido devido às necessidades de nossos ancestrais. "Nossa biologia é primitiva, mas vivemos em um mundo sofisticado", diz ela.
A descoberta pode ser uma boa notícia para os casais que desejem maximizar suas chances de concepção. Assim que os feromônios ativos forem identificados e isolados, os pesquisadores podem adquirir a capacidade de modificá-los para produzir uma nova geração de medicamentos de fertilidade, especula Preti. Na busca por novos remédios para a infertilidade, "as pessoas vasculharam as florestas tropicais chuvosas e o fundo dos mares", diz. "Mas existem alguns produtos químicos fisiologicamente ativos muito interessantes sob as axilas".
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A reprodução é aceitável, desde que seja informada devidamente a fonte. Clique aqui e veja a matéria on-line.
Enviado por JOSEAN REGO
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Sexta-feira, Junho 13, 2003
Fonte: Blogueiro-cientista-motoqueiro-molhado
Chuvas sem trovoadas
Uma manhã molhada e chata
Hoje vou fugir à regra: Caiu um baita de um toró (chuva) em Boa Vista. O blogueiro aqui é também motoqueiro. Cheguei no meu trabalho completamente molhado. Fui pego de surpresa no caminho. Por vezes me sinto tão chateado com determinadas coisas, por exemplo: se a distribuição de renda fosse melhor ou, se o meu salário fosse maior eu teria um carro e não precisaria encarrar a chuva como fiz há pouco.
À noite tenho que ir para o arraial que a Prefeitura organizou: ai que saco! Não gosto de festas juninas. Tudo pela nota da disciplina de Fotojornalismo II. Eu queria era estar em casa dormindo.
Terça-feira da próxima semana, estarei reunido com a minha professora orientadora. Estaremos definindo de vez todos os elementos que constaram na minha monografia. Vou lhes dizer uma coisa: não é fácil. Quanto mais "se mexe" mais encontra-se coisas e elementos para "enfiar" no trabalho. As outras coisas para reclamar são o trivial: dinheiro, amor et cetera.
Brevemente estarei fornecendo o resultado da primeira enquete. Hoje estou disponibilizando outra. Você é assumido?
Mas esquecendo as chateações do dia a dia, estou mandando um abraço fortíssimo para todos os meus amigos blogueiros ou não. Caso eu esqueça do nome de algúem me lembrem por favor: Daniel Rogers, Eddie, João Marinho, Darlan, Márcia,... Tenham um maravilhoso fim de semana.
Enviado por JOSEAN REGO
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Quinta-feira, Junho 12, 2003
Fonte: Reuters
Jovem negro lembra discriminação em festa em Salvador
Por Por Inês Figueiró, especial para a Reuters
>>>>>Josean escreve: A matéria abaixo é fabulosa. Creio que nos dá subsídios para pensarmos bastante sobre o preconceito e a discriminação. No cabeçalho do blog coloquei dois novos banners. Por hora, são iguais. Aceito sugestões para o segundo banner.
Hoje é o dia dos namorados. Desejo a todos um dia super legal ao lado do ser amado.
Quanto ao dia de amanhã (sexta-feira 13)... provavelmente não utilizarei o Blogger. Tenho receio de famigerados ataques de vírus e hackers.
Grande abraço.<<<<<
SALVADOR, 12 de junho (Reuters) - Aprovado no vestibular de jornalismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Fernando Conceição decidiu comemorar a vitória na festa que o jornal onde trabalhava organizou em conjunto com um cursinho pré-vestibular em Salvador. Na pista de dança, onde quase todos os jovens eram brancos, foi convidado a se retirar. O segurança, negro como ele, alegava que o evento era restrito àqueles que haviam passado no vestibular.
"Mas eu passei, na UFBA", afirmou Conceição mais de uma vez. O funcionário parecia não ouvir suas palavras e repetia: "Não, não passou não, meu filho, você vai ter que sair."
A palavra do estudante de nada adiantou. Fernando só conseguiu ficar na festa depois que um fotógrafo do jornal, branco, intercedeu e confirmou que ele era funcionário da empresa e que também havia sido aprovado.
"Mas não fiquei na festa", lembra Conceição, que hoje dá aula na mesma universidade em que conseguiu entrar há mais de dez anos. Depois do "mal-entendido", perdera a vontade de comemorar. Ao contrário, na caminhada para casa, localizada em um bairro pobre de Salvador, chorou de indignação com o que havia acontecido.
O fato aconteceu nos anos 1980. De lá para cá, Conceição concluiu o curso de graduação, o mestrado, o doutorado e atualmente frequenta a universidade na condição de professor. Ele conta que, com o passar dos anos, aprendeu a driblar as situações de preconceito.
"Quando sinto que estou sendo vítima, trato de dar a resposta logo e deixar o outro sem jeito."
Conceição poderia ser um dos que ilustram as estatísticas cruéis divulgadas nesta quinta-feira, mostrando que na população de 20 a 24 anos do país, para 53,6 por cento dos brancos em curso de nível superior, há apenas 15,8 por cento de pretos ou pardos.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram também que mais da metade da população negra e parda entre 20 e 24 anos que estuda na Região Metropolitana de Salvador, onde se registrou as maiores desigualdades raciais, ainda está cursando o ensino médio.
O cenário das diversas faculdades que existem na capital baiana só reforça essa idéia. Apesar de a grande maioria da população da cidade -- mais de 80 por cento -- ser afro-descendente, nas escolas de terceiro grau, essa proporção não se repete
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A reprodução é aceitável, desde que seja informada devidamente a fonte. Clique aqui e veja a matéria on-line.
Enviado por JOSEAN REGO
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Fonte: GLS PLanet
Ativistas mineiros fazem propaganda na TV
>>>>>Josean escreve: Fantástica a idéia dos ativistas mineiros em fazer uma campanha na TV contra o preconceito e discriminação aos homossexuais. O mais interessante e importante dessa história toda, é que o Ministério da Saúde está bancando a campanha que está indo ao ar em emissoras de TV de Minas Gerais.
Vocês não acham que está na hora de uma campanha em nível nacional? Quem sabe até aproveitar o vídeo e exibí-lo nas redes nacionais.<<<<<
Os ativistas gays mineiros têm mais uma iniciaitiva inédita. O Movimento Gay de Minas (MGM), estréia sua primeira campanha televisiva homossexual.
Os VTs, em duas versões, mostram casais homossexuais em situações cotidianas, comuns a qualquer casal, com o objetivo de "desconstruir o estereótipo das relações entre as pessoas do mesmo sexo", de acordo com Oswaldo Braga, presidente do MGM. O VT se encerra com o slogan da campanha: "Pessoas como você. Respeite. Você só tem a ganhar".
A campanha, que está sendo financiada pelo Ministério da Saúde, através da Coordenação Nacional de DST/AIDS, vai estar no ar durante o mês de junho, em mais de 400 municípios atingidos pelas retransmissoras de Juiz de Fora e Belo Horizonte, e já está sendo exibido na Globo e no SBT.
"Esperamos que as pessoas entendam a importância de respeitarem as relações homossexuais e entenderem que estes cidadãos estão ao nosso lado, participando da vida da cidade, se solidarizando com as dores dos seus
vizinhos, ajudando a construir o progresso dessa nação", lembra Oswaldo Braga.
Enviado por JOSEAN REGO
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Terça-feira, Junho 10, 2003
  
Fonte: Várias
As idas e vindas
Uma miscelânea de notas e matérias para o seu deleite

Visitando o site do Mix Brasil encontrei uma notícia sobre o ex-empresário do cantor Robbie Williams. Kevin Kinsella diz que em breve contará tudo sobre a vida íntima de Williams em uma biografia não-autorizada. Confira a notícia on-line!
Chegou às minhas mãos, gravado para Windows Media Player, o trecho da discussão no programa Superpop da RedeTV!, apresentado no ano passado, onde o falecido Jorge Lafond deixou claro que era contra determinadas ações a favor dos direitos GLBTs (gueis, lésbicos, bissexuais e transgêneros). Fora a discussão acirrada, que chegou até às agressões morais aos outros convidados, o que vale é perceber o quanto existem preconceituosos até mesmo entre os queers (gueis e lésbicas) ou, através de outra ótica, no mínino são pessoas mal informadas. Clique aqui e encontre a página onde você pode efetuar o donwload do arquivo. É necessário que o seu micro tenha o Windows Media Player.
Ofereço também para a observação dos meus queridos amigos e colaboradores do Carta Queer, um link onde diz que a Justiça do Estado de Goiás negou o pedido de mudança de sexo e registro de um transexual. O argumento da juíza Luiza Fortunato Ricardo foi: "o ser humano é uma máquina complexa, que não é caracterizada apenas pela genitália ou por alguns caracteres externos e, portanto, não pode fugir a determinadas leis naturais". Clicando aqui você será encaminhado para a página com a notícia.
E, para completar essa miscelânea de notícias, deixo um link (clique aqui) onde diz que hoje, o ministro da justiça, Márcio Thomaz Bastos, estará na Câmara dos Deputados para falar sobre "Diretrizes para uma política pública de proteção aos defensores dos Direitos Humanos". Creio que essa discussão seja importante. Mas, para quem não sabe, o Ministro estará aqui, em Boa Vista, ainda hoje à tarde. Ele deverá ficar esta semana discutindo com lideranças indígenas e governamentais, questões das demarcações indígenas em Roraima.
Grande abraço beeeem apertado em todos.
Enviado por JOSEAN REGO
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Segunda-feira, Junho 09, 2003
Fonte: Correio Popular
Homossexualismo, Uma Visão Cristã
Por Fabio H.Prado de Toledo - Juiz de Direito e membro fundador do Centro de Estudos da Educação (CEE)
>>>>>Josean escreve: O texto abaixo gerou muita polêmica junto a algumas lista de discussão na internet. Tenho me colocado e sempre procurado ficar um tanto "fora" das discussões neste blog. Pois, para quem não sabe este blog é uma das ferramentas de meu trabalho acadêmico de conclusão de curso de jornalismo na Universidade Federal de Roraima. Todo cientista deve ficar um tanto à margem do objeto de estudo. Mas não pude evitar esta pergunta: Será que Deus é tão cruel assim? Afinal, os homossexuais são o único grupo mobilizado no mundo que lutam pelo direito ao amor. E o que considero pior preferido pelo juiz: Uniões desse tipo atentam contra a natureza do ser humano e, portanto, incapazes de proporcionar a essas pessoas a felicidade que tanto almejam. (...) É contrária à natureza humana desde sempre. Será realmente que os humanos têm que ser conforme as regras ditadas pelos próprios humanos?<<<<<
O Correio em sua edição do domingo passado publicou uma reportagem intitulada Campinas terá igreja ecumênica para gays. Sempre que esses temas, por natureza polêmicos, vêm à tona, tenho que seja oportuno colocar as coisas nos seus devidos termos, seja para se evitar que uma análise cega e apaixonada dos fatos redundem em mais discriminações ainda, seja para que idéias objetivamente erradas não sejam tidas como corretas. E pretendemos fazê-lo à luz da doutrina cristã, pois a questão foi colocada sob a ótica da fé.
Há uma passagem do Evangelho que muito tem sido utilizada para a defesa de pessoas e grupos vítimas de toda sorte de discriminações. Trata-se do episódio da Mulher Adúltera (Jo, 8, 1-11). O caso é bem conhecido. O Evangelista relata que uma mulher teria sido surpreendida em adultério e a apresentam para Jesus. E diante do caso que lhe é proposto, o mestre faz duas recomendações. Primeiro, aos delatores diz: "Aquele de vós que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra", e em seguida, Ele mesmo dá o exemplo - "ninguém te condenou? (...) nem eu te condeno". Mas há também uma segunda recomendação, tão importante como a primeira: "Vai, e de agora em diante não peques mais".
Na primeira, há uma clara recomendação no sentido de como devemos nos portar diante de todos. Com compreensão, sem julgar, sem recriminar, tudo desculpando, tudo suportando, agora no dizer de São Paulo. Nesse sentido, constitui inaceitável violência qualquer sorte de discriminação contra os homossexuais. Nada mais contrário o espírito cristão que as "conversinhas" pelas costas, com tom jocoso contra as pessoas que sabemos ter essa orientação sexual. Ilegítima e inaceitável a postura de quem recusa emprego a pessoa habilitada para o cargo apenas por esse motivo. Enfim, a mensagem é clara no sentido de que não podemos condenar ninguém, seja por que motivo for.
Mas há a segunda recomendação, tão importante como a primeira. Note-se que o Mestre não diz à adúltera: "tudo bem, você não fez nada de mais..."; "hoje em dia, isso é normal"; ou ainda, se preferirem, com as palavras de um comercial de muito mau gosto - "você precisa rever seus conceitos". Não, mas disse claramente: "vai e não faças mais isso". Não chama o erro de certo nem o mal de bem, chama as coisas pelo seu devido nome, mas com carinho, com compreensão, sem estupidez, ensina o certo e incita a assim agir.
Somente quem ainda não conhece a natureza mais entranhável do ser humano não acredita que ele possa mudar. Certa vez, ouvi de um certo professor de filosofia que criticava a Igreja, ao se referir a Santo Agostinho como um certo "mulherengo", que depois se tornou santo. E de fato o era, assim como Mateus, o Evangelista, era um fiscal de rendas corrupto, e Paulo era uma espécie de senador extremamente violento e sanguinário, além de ser um fanático religioso. Mas foram pessoas que, tal como a mulher adúltera, sentiram-se tocadas profundamente por aquele "de agora em diante não peques mais", que mudaram de conduta radicalmente, fazendo um grande bem à humanidade.
O homem é sim "essa metamorfose ambulante", parafraseando Raul Seixas. Pode mudar e, tal como o vinho, tornar-se melhor com o tempo. E engraçado é que muitos hoje em dia, por não acreditarem que o ser humano possa melhorar, retificar sua conduta, pretendem modificar "os conceitos" de certo e errado (esses sim imutáveis), para chamarem de corretas, condutas que objetivamente sempre serão contrárias à natureza do ser humano, incapazes de proporcionar-lhe o que ele mais anseia, qual seja, a felicidade.
Nesse contexto está o homossexualismo. Uniões desse tipo atentam contra a natureza do ser humano e, portanto, incapazes de proporcionar a essas pessoas a felicidade que tanto almejam. De fato, essa tendência em algumas pessoas é algo real, que não pode ser ignorada. Daí não se infere, contudo, que a conduta em si seja correta, louvável. É contrária à natureza humana desde sempre. São os pólos opostos do ímã que se atraem. Sempre e inexoravelmente, são de sexos diferentes os animais que se unem para a reprodução. Não que a união entre um homem e uma mulher se limite a esse último exemplo. É algo extraordinariamente maior que um ato biológico. Tem também a complementaridade de dois seres que são diferentes e que, por serem assim, se completam e permitem alcançar a felicidade.
Os especialistas divergem quanto às causas do homossexualismo. Parece que um fator importante seria a ausência da figura do pai, ou dos carinhos desse quando da infância. Seja como for, essa constatação não torna lícita a conduta. Com efeito, há pessoas que têm desejos fortes de relações extraconjugais e outras que o têm de fraudar o patrimônio alheio. São conseqüências da fragilidade humana, o que não quer dizer que devam consentir com esses atos, nem muito menos que devemos torná-los lícitos, somente porque há quem tenha essa tendência.
O homossexualismo constitui uma prática que sempre atentará contra os valores cristãos. E se equivoca quem pensa que seja algo "moderno" e portanto, bom, "nos novos tempos". E se engana quem assim pensa, por pelo menos duas razões. Primeiro porque de novo não tem nada, tanto que São Paulo, já no início da cristandade cuidou de condenar essa prática: Não vos iludais: nem os imorais, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os pederastas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os beberrões, nem os caluniadores, nem os assaltantes possuirão o reino de Deus (1 Cor., 6, 9-10). E segundo porque nem tudo o que é moderno é bom, ora, nada mais moderno e atual que a bomba atômica ou as armas químicas, e duvido que alguém ousará chamar essas modernidades de coisas boas.
Portanto, qualquer movimento religioso que sustente como boa a prática de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, atentará contra a natureza do ser humano e, portanto, quem a segue, fará mau uso da liberdade. Nem por isso merece a nossa discriminação, como já apontamos. Não se pretenda, contudo, compatibilizar isso com o cristianismo, pois seria o mesmo que construir um templo magnífico, dispensando nisso grande esforço e dedicação, mas construindo uma de suas colunas de sustentação de isopor. Cedo ou tarde, ruiria. Assim é o cristianismo, ou se o abraça por inteiro, ou não. E a razão é simples, não há meias verdades ou verdades relativas. Há sim, mentiras enfeitadas com verdades. Mas essas, como diz o ditado, têm perna curta.
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Enviado por JOSEAN REGO
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Fonte: Jornal O Dia Online
Falta homem até pra homem
Não são só as mulheres que reclamam da escassez de parceiros no mercado. Gays protestam contra o excesso de rapazes afetados na noite e avisam que também procuram príncipe encantado
"Está faltando homem no mercado e quem tem que conserve o seu". Não, podem ficar tranqüilos que não estamos, mais uma vez, dando voz a mulheres lamuriosas. Cansados de procurar parceiros viris, os meninos que gostam de meninos reclamam da multiplicação na noite das "bichinhas quaquá", muito espalhafatosas, ou "pão com ovo", as pobrinhas, sustentadas pela mãe. Na hora do vamos ver, quem não gosta de beijo com batom, corpo depilado e voz fina tem voltado para casa com as mãos abanando.
A atriz Marisa Orth já encampou o protesto e disparou no programa Saia-justa, do canal a cabo GNT (NET), que seus amigos homossexuais não acham parceiros ativos - todos só querem ser passivos. "Você esbarra com um 'homão', acha que vai te jogar na cama, e na hora H, se não toma a iniciativa, ficam os dois lixando as unhas", reclama o executivo Rodrigo Moraes, 21 anos.
O estilo quaquá é facilmente identificável. "Só usam aquela roupa de grifes famosas, gel no cabelo, se depilam e acabam tão iguais umas às outras que nem geram atrativos", resume o engenheiro Leonardo, 27 anos, que de tão carente lançou o site Abstinência (Quase) Total (http://abstinencia.blogspot.com).
Para o advogado José Valdecir Valcanaia, 37 anos, a culpa pela abundância de afeminados é da TV. "A televisão joga um monte de personagens caricatos e os garotos começam a imitar. Depois, ninguém segura o babado", reclama José, consciente de que sua opção, só ativo, está escassa por aí. "Estou à disposição", brinca o advogado, que descobriu a bissexualidade depois do casamento. Pai de três filhos, conversou com a mulher e lida bem com seu gosto por meninos e meninas. "Sou ativo, mas não deixo de me considerar bissexual, pois já fui com homem para a cama", assume.
Ainda há quem pene com as "propagandas enganosas". "Tem cara que faz estilo Barbie, musculoso, e que na cama quer ser só passivo. Fecha a porta do quarto e não se sabe o que vai acontecer", conta o ator F.S., 29 anos. Ele gosta de uma relação em que os papéis na cama não são definidos: "Não existe rótulo de ativo ou passivo. Na hora é que surge o clima e se descobre".
"Todo mundo está em busca de um príncipe encantado, mas acaba sozinho", lamenta o decorador Mitoso Neto, 43 anos, que culpa a promiscuidade pelo fim dos relacionamentos gays sérios. Também solteiro, o promoter Robson Amaral, 29, acredita que, com o tempo, os gays aprendem a lidar com a masculinidade: "Tenho amigos que davam pinta, mas agora são discretos".
Também impressionado com a quantidade de gays afeminados, o editor do jornal GLS Sexo, José Carlos Silva, 40 anos, explica que é o tipo másculo que agrada à maioria: "Se você gosta de homem, vai querer uma mulherzinha na cama?". Faz sentido.
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Sexta-feira, Junho 06, 2003
Fonte: Blogueiro-cientista indignado
O destoar de uma rede de TV
>>>>>Assiti ao programa Noite Afora da RedeTV! na noite de quarta-feira, capitaneado pela Monique Evans e fiz umas considerações que, aliás, foram enviadas por mim à produção do referido programa.
O tema era a bissexualidade. Os bissexuais já vivem um dilema, tão quanto os demais componentes das sigla GLBT e, a RedeTV! a "rede que mais cresce no Brasil", insiste em confundir as pessoas. Leiam o que eu escrevi para a produção do programa Noite Afora e dêem suas opiniões.<<<<<
Mensagem enviada à produção do programa Noite Afora:
Qual é o princípio utilizado pela Rede TV! na escolha dos convidados para os seus programas? Não tenho percebido interesse na TV Ômega, digo, RedeTV!, em contribuir com uma discussão sadia sobre a sexualidade humana.
O programa Noite Afora é muito interessante em face das brincadeiras, mas peca em gênero, número e grau, quando no quesito convidados para a melhor interpretação de assuntos considerados tabus. Sem mencionar que a apresentadora não deixa seus entrevistados falarem.
Aparentemente, as pessoas que são convidadas pela produção não apresentam subsídios perfeitos e até, posso dizer, sem ética profissional.
A psicóloga e os dois modelos escolhidos para participarem do programa de quarta-feira (04.06.2003), não contribuíram para minimizar o preconceito e a discriminação contra bissexuais e tampouco quanto aos gueis, lésbicas e transgêneros. Por sinal, até hoje em nenhum dos programas da RedeTV!, não é mesmo?
Quando a psicóloga (cujo nome não lembro) foi questionada pela Monique Evans que, em outras palavras, perguntou se ela gostava de lésbicas, a dita profissional da psicologia respondeu que ela era ¿heterossexual assumida¿. Sem mencionar outras pérolas como: ¿opção sexual¿.
Qualquer bom profissional psicólogo sabe da Resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe o uso do termo opção sexual através de seus profissionais. Será difícil dizer orientação sexual? A língua fica dolorida?
Alguém precisa resolver essa questão! Será possível que a RedeTV! não vai parar de encarar o assunto com escárnio, brincadeira e sem o menor cuidado? Amealhar pontos no Ibope em detrimento ao respeito? Assassinar moralmente pessoas que ainda são discriminadas, será esse o papel de um serviço público que é a televisão?
Exijo resposta a esse email.
Josean Rego (Acadêmico de Jornalismo da Universidade Federal de Roraima)
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Fonte: Blogueiro-cientista
The key of the your box
Saiu uma matéria no Jornal da Tarde sobre a excepcional idéia do site Armário X. O site é voltado para colaborar com a redução do preconceito e discriminação, bem como auxilia no processo do assumir, perante a sociedade, qual o objeto do desejo do ser humano com este problema. O´site é escrito por várias mãos e por pessoas que considero corajosas e inteligentes. Visitem o Armário X e cliquem aqui para ver a matéria que saiu no Jornal da Tarde.
Abraços!
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Fonte: The Web
Um desabafo na rede
>>>>>Josean escreve: O texto abaixo foi encontrado em uma lista de discussão por uma amiga psicóloga. Refere-se a um senhor que mora, aparentemente em São Paulo e que sofre com a solidão. Não vou identificá-lo ainda. Acredito que as referências abaixo são duras e refletem sentimentos porque todos passamos. Deixem suas opiniões.<<<<<
Trabalho em escritório, de frente para o computador e falando ao telefone o tempo todo. Trabalho com pessoas maduras e comprometidas, onde não ha espaço para brincadeiras em nome do profissionalismo.
Quando termino o expediente vou para lojas, shopping ou supermercados comprar coisas para poder conversar com vendedores, ver gente, sentir-me livre. Sou solteiro, tenho boa aparência, boa cabeça e educação, respeito as pessoas. O que acredito que faz sentir-me querido por todos onde quer que entre. Só que quando volto para casa - sou solteiro - sinto solidão. Ainda mais quando abro uma caixa de bombons ou quando preparo um daqueles pratos de minha especialidade... fico triste por não ter com quem compartilhar. Aí penso na quantidade de pessoas carentes como eu, talvez bem próximas de mim, mas desconhecidas nesta aldeia global.
Agradeço a Deus pelos recursos de que disponho e peço desculpas a meu Deus por não saber encontrar alguém para compartilhar
estas coisas. Com tanta informação que se lê e ouve pelos meios de comunicação sobre a violência, os riscos sociais, as discrinações, virei um ice-berg. Não sei mais me relacionar. Me protejo nesta solidão, no meio da metrópole... Mas não é à toa que me isolo para proteger-me. Tenho a alma gay.
Se é dificil para eu entender o porquê sou assim, imagino para quem não é... Só que aos 40 anos estou sentindo ainda mais dificuldade de me expor; ainda que sou discreto, igual a todos. Às vezes entro nos sites de relacionamentos gueis e o que vejo é um monte de besteiras do mais baixo nivel, parece que resumem o "ser gay" em ter somente sexo no cérebro e não é por ai... Há de se pensar outras coisas, falar e fazer outras também, ainda que o sexo seja bom mas não pode ser tudo, porque ai sim vira aberração da natureza. Pessoas que se identifiquem com este texto ou que queiram expressar opiniões, animem-se a escrever!
Quem sabe surgirá uma idéia legal para todos.
B
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Quinta-feira, Junho 05, 2003
Fonte: Blogueiro feliz!
Viva a inteligência!
Consegui colocar a enquete em janela pop-up! Agora os meus queridos amigos poderão votar e inclusive ver o resultado parcial! Indique para os conhecidos, amigos et ceter.
Grande abraço.
Enviado por JOSEAN REGO
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Quarta-feira, Junho 04, 2003
Fonte: Blogueiro cheio de dúvidas
Terceira coluna fora do ar
Quando vou verificar pela manhã meu blog, simplesmente não encontro a terceira coluna com os links das páginas que sugiro aos meus colaboradores e visitantes. Fiquei extremamente indignado e preocupado. Pensei que não fosse permitido pelas políticas do Blogger. Mas lembro que várias pessoas têm essas sugestões de sites, portais, blogs et cetera.
Daí o louro aqui fez o favor de verificar os códigos HTML do template e estava tudo lá! Apenas salvei o que já estava lá. E verifiquei o blog: voltou tudo! É ruim hein!
Enviado por JOSEAN REGO
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Terça-feira, Junho 03, 2003

Fonte: GLS Planet
Volkswagen e AlmapBBDO vão patrocinar Parada Gay de São Paulo
Em uma iniciativa inédita na história do movimento homossexual brasileiro, uma grande empresa automobilística e outra grande empresa do setor publicitário resolveram patrocinar uma parada gay. A Volkswagen e a AlmapBBDO acabam de anunciar oficialmente que serão patrocinadores da 7ª Parada GLBT de São Paulo.
Segundo o executivo Salgueiro, da AlmapBBDO, responsável pela conta publicitária da Volkswagen, "o primeiro contato entre a Volkswagen e a Associação Parada do Orgulho GLBT aconteceu por causa de um comercial do automóvel Gol, criado pela AlmapBBDO.
O filme foi considerado ofensivo e constrangedor pelos integrantes da Associação, que procuraram a direção da montadora e da agência".
O que começou como protesto se transformou em atração. "A partir deste primeiro contato, a montadora e a agência uniram-se à Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo para ajudar a sua causa. A
VW e a agência colocaram seus conhecimentos e recursos de comunicação à disposição da Associação e esta passou a fornecer para a montadora e a AlmapBBDO informações importantes sobre números e hábitos de consumo do universo GLBT no Brasil, que formam um importante nicho do mercado consumidor brasileiro, culminando com o patrocínio da VII Parada do Orgulho
GLBT pela Agência e pela montadora", concluiu Salgueiro.
Segundo a Assocviação da Parada Gay de SP, "o envolvimento da APOPGLBT/SP com a Volkswagen do Brasil Ltda. e a AlmapBBDO Comunicações possibilitou um investimento maior no calendário cultural para esse ano de 2003 que incluirá dentre outros eventos: mostra de cinema na Cinemateca, exposição de fotografias, de charges e shows musicais, no Centro Cultural São Paulo, além é claro, da Parada do Orgulho Gay na Avenida Paulista, no dia 22 de Junho".
Quem sabe um dia estas empresas, que lá fora investem no mercado GLS há tempos, resolvam fazer o mesmo no Brasil? Este já e um bom começo.
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Clique aqui e visite o GLS PLanet. O que vocês acham? Será um avanço ou não? Um mea culpa!? Dêem suas opiniões.
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Por João Marinho
Homossexuais vivem guerra diária contra o preconceito
Crimes contra gays e lésbicas têm fundo social e atingem milhares de brasileiros
>>>>>Josean escreve: João Marinho é um amigo que mora em São Paulo/SP. Jornalista e estudante de jornalismo na PUC, geralmente está está envolvido em questões quanto à luta pelos direitos dos homossexuais naquela cidade. Podem conhecer o João através do blog dele: Clique aqui. A matéria abaixo será publicada no jornal da PUC. Esstamos tendo o privilégio de publicá-la sem aqueles costumeiros cortes dos editores de jornal.<<<<<
Louca. Desequilibrada. Mal-amada. Namorada de veado. Adjetivos como esses têm feito parte da experiência da psicóloga Maria Cristina Martins, 45 anos, na luta contra um tipo de preconceito cada vez mais em evidência na sociedade brasileira - a homofobia, definida como medo ou aversão a homossexuais. Detalhe: Cristina não é homossexual. Ela se encaixa no grupo dos simpatizantes, heterossexuais que têm amigos gays ou lésbicas, não vêem problemas nisso e, às vezes, chegam a militar pela diminuição do preconceito.
Se uma heterossexual como Cristina sofre esse tipo de abordagem, não é difícil imaginar o que pode acontecer com quem é efetivamente gay. As reações podem vir em forma de tapas, socos, chutes, ameaças de morte e, não raras vezes, assassinatos a sangue frio. Com exceção da última, todas as demais formas de violência fazem parte do "currículo" de Luiz Mott, 57 anos, antropólogo e um dos pioneiros do Movimento Homossexual Brasileiro.
A primeira agressão relatada por Mott ocorreu em 1979, quando ele e o namorado, Aroldo Assunção, contemplavam o pôr-do-sol atrás do Farol da Barra, em Salvador. Um indivíduo, ao desconfiar que ambos eram gays, dirigiu-se ao casal e desferiu um forte tapa no rosto do antropólogo, que, meses depois, fundou o GGB - Grupo Gay da Bahia. Atuante há 23 anos, o GGB é a mais antiga associação de defesa dos direitos humanos de homossexuais no Brasil e, atualmente, trabalha na prevenção da Aids e na luta contra a violência por meio de material informativo, ações judiciais e apoio jurídico aos agredidos.
Uma das publicações do GGB é O crime anti-homossexual no Brasil, um relatório que, desde a década de 90, registra anualmente homicídios que têm gays, lésbicas, travestis e transexuais como vítimas (veja tabela). A fonte principal são os casos publicados pela imprensa. Os dados não são animadores: só em 2001, a mídia brasileira relatou 132 assassinatos de homossexuais no País.
HOMOSSEXUAIS ASSASSINADOS NO BRASIL - 1963/2001
ANO TOTAL
1963 - 1969 30
1970 - 1979 41
1980 -1989 503
1990 134
1991 153
1992 83
1993 149
1994 97
1995 99
1996 126
1997 130
1998 116
1999 169
2000 130
2001 132
TOTAL 2.092
Fonte: Grupo Gay da Bahia
As características da fonte e dos crimes, porém, levam a crer que os números da violência são bem maiores, já que nem todas as agressões resultam em morte e, muitas vezes, os homossexuais não denunciam seus algozes, por vergonha, medo ou falta de confiança nas autoridades. Em abril deste ano, um estudo apresentado pela ONG (organização não-governamental) brasiliense ACOS - Ações Cidadãs em Orientação Sexual registrou 187 casos de violência contra gays, lésbicas, travestis e transexuais somente no Distrito Federal. Baseada em 250 entrevistas e em casos publicados em jornais e registrados em delegacias, a pesquisa, que se refere ao ano 2000, mostrou que apenas 3% dos casos de violência foram levados aos distritos policiais. A maior parte, homicídios.
Ações em grupo
O estudo da ACOS apresentou outras conclusões assustadoras: a maior parte das agressões (47,1%) ocorre na região do Plano Piloto da capital federal, onde há maior circulação de pessoas, o que reforça o cunho social do crime homofóbico - aliás, o espaço escolhido para a violência costuma ser o público (43,9%). As agressões mais comuns são de natureza verbal, com 42,2% dos casos, mas as físicas chegaram aos 16% e os assassinatos, a 10,2%. Os policiais estão entre os principais agressores, aparecendo em 10,7% das ocorrências. O mesmo percentual foi atingido por agressores que andam em grupos, no que parece ser uma das formas preferidas de executar a violência.
A agressão em grupo não é particularidade dos brasilienses. No Rio de Janeiro, ficaram famosos os ataques feitos por gangues de jovens próximo à praia de Ipanema. As agressões, executadas no Bar Bofetada, tradicional point GLS da cidade, contam com o silêncio dos comerciantes da região, que nada denunciam por medo de represálias. Na época, o coordenador do grupo gay Atobá, Raimundo Ferreira, disse que o problema se arrasta desde 1999. Os freqüentadores do bar acusam as polícias Civil e Militar de saberem quem são os agressores, mas não implementarem ações eficientes de prevenção. Um dos agredidos, o engenheiro Nervillo Duarte, 28 anos, chegou a declarar que não registrou queixa "porque nada acontece".
Em São Paulo, o assistente de produção Valmir Martins da Silva Junior, 21 anos, sabe bem como esses grupos agem. Silva e um grupo de amigos voltavam de uma casa noturna GLS, quando foram abordados por homens trajados de punks, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Os homens, em maior número, notaram uma "camiseta chamativa" que um dos amigos usava e, encurralando-os contra uma parede, os insultaram e agrediram com tapas e chutes. O assistente levou golpes no rosto, pescoço, pernas e costas e fugiu, com os amigos, sob ameaça de morte. A ocorrência também não foi relatada à polícia.
Mídia, preconceito e poder público
A desconfiança frente às autoridades, muitas vezes apontadas como homófobas, tem justificativa, e não é raro que a mídia as corrobore com observações preconceituosas. Em março, Yoshio Takaoka, Secretário do Meio Ambiente de Marília, cidade do interior paulista, disse ter promovido, com a ajuda da Polícia Florestal, "uma limpeza geral no Bosque Municipal", tradicionalmente freqüentado por gays e lésbicas para encontros amorosos.
Em que pese o problema de praticar sexo em locais públicos (aparentemente, a acusação feita aos homossexuais), a declaração soou altamente discriminatória e foi objeto de repúdio assinado por entidades civis na Câmara Municipal. O Jornal do Povo, que publicou a declaração de Takaoka, grifou a palavra "limpeza" e ilustrou a matéria com um animal de nome Veneninho, com uma legenda que o apontava como "o único veadinho que permanece por lá". Uma prova de que nem sempre a imprensa está livre da homofobia.
Outro caso emblemático ocorreu no último dia 29 de maio, quando o 16º DP de São Paulo promoveu uma blitz que durou seis horas e resultou na prisão de dezenas de travestis que fazem pista na região da Av. Indianópolis e Av. República do Líbano, na Vila Clementino. Segundo a polícia, os travestis assaltam sua clientela, formada por homens casados e ricos, e donos de carros que param nos semáforos. Os assaltos são confirmados por queixas registradas no 16º DP.
O fato foi relatado pela TV no dia 30, no programa Cidade Alerta, da Rede Record. Apesar de os atos dos travestis serem condenáveis, chamou a atenção o comportamento do repórter e do delegado responsável, que se identificou apenas como "delegado Roberto". Ambos proferiram inúmeras frases de conteúdo homofóbico, e o delegado chegou a sugerir que os travestis fossem confinados para não "poluir as ruas nobres onde fazem pista". Além disso, a detenção também foi justificada por atentado violento ao pudor e - pasmem - disseminação da Aids.
Violência psicológica
Ainda não se sabe até que ponto as acusações contra os travestis são verdadeiras, mas as declarações do repórter do Cidade Alerta, do delegado do 16º DP e do Jornal do Povo, de Marília, expõem uma outra faceta da homofobia: a violência psicológica. A Igreja Universal do Reino de Deus, dona da emissora da Rede Record, trata o tema do "homossexualismo" com freqüência em seus programas evangélicos noturnos, como o Fala que eu te escuto. Não é raro que o programa relacione o homossexual a algum tipo de desvio emocional, espiritual ou psicológico - a despeito de a Organização Mundial da Saúde não reconhecer qualquer patologia na homossexualidade desde 1994.
Grupos católicos e evangélicos conservadores, como a Igreja Universal, são identificados hoje pelo Movimento Homossexual Brasileiro como alguns dos principais praticantes de violência psicológica contra gays e lésbicas. A estratégia mais comum entre os religiosos é apontar a homossexualidade como anormal e relacioná-la a problemas de conduta moral.
Os exemplos são muitos. Recentemente, o Vaticano publicou o Léxico de termos ambíguos e coloquiais sobre a vida familiar e questões éticas, um glossário de termos ligados à sexualidade que defende que "homossexuais não são normais". O livro também condena os países que permitem a união civil ou o casamento gay, dizendo que eles são habitados por pessoas com "mentes profundamente perturbadas".
No Brasil, há uma organização religiosa ligada a diversas denominações protestantes, o MOSES (Movimento pela Sexualidade Sadia), que se dedica à "cura" de homossexuais. A entidade, que tem alcance nacional e possui um site na Internet (www.moses.org.br), distribuiu folhetos enganosos na última edição da Parada Gay, em São Paulo. A capa do folheto trazia mensagens a favor da união civil e contra o preconceito, mas o interior mostrava gays e lésbicas convertidos e "purificados".
Mãos à obra
Apesar das más notícias, a situação dos homossexuais brasileiros tem melhorado em outros aspectos. Atualmente, há leis em municípios e estados brasileiros que punem a discriminação com base na orientação sexual, como a Lei nº 12.574/2003, de Santa Catarina, e a Lei nº 10.948/2001, de São Paulo. Infelizmente, por não serem editadas pela União, essas leis não têm efeito prisional, e as punições se resumem à aplicação de multas e à cassação de alvarás.
Mesmo assim, a Justiça tem se mostrado aberta ao problema em muitas ocasiões. Em São Paulo, o primeiro crime de repercussão nacional diretamente relacionado à homofobia - o assassinato do adestrador de cães Edson Néris da Silva, em 06 de fevereiro de 2000, por um grupo de skinheads na Praça da República - resultou em condenações que chegaram a 19 anos de prisão (no caso do principal acusado, Henrique Velasques, que desferiu o golpe que matou a vítima).
A morosidade e a ineficácia dos órgãos policiais, entretanto, ainda são fatores que desestimulam as denúncias, segundo o advogado Paulo Mariante, 39 anos, líder do grupo Identidade, de Campinas-SP. Por isso, para ele, também valem as ações diretas, como os protestos públicos em estabelecimentos que discriminam o homossexual.
Outra via de luta é a informação, que, muitas vezes, falta até aos responsáveis pela educação dos jovens - os professores. Segundo Lula Ramires, presidente do CORSA - Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor, ONG gay paulistana que realiza um trabalho junto a educadores envolvendo a questão da homossexualidade, não é raro que os professores revelem um total desconhecimento da realidade do desejo homossexual. Sinal de que há ainda muito a ser feito até que os tapas levados por Luiz Mott ou os xingamentos recebidos pela simpatizante Maria Cristina não venham a se repetir.
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Onde procurar ajuda em caso de discriminação e violência (em São Paulo-SP):
- Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Trangêneros de São Paulo: tel. (11) 3362-2361, site: www.paradasp.org.br, e-mail: paradasp@paradasp.org.br
- Grupo Corsa: site: www.grupocorsa.hpg.ig.com.br, e-mails: corsasp@hotmail.com e grupocorsa@ieg.com.br
- Defensoria Homossexual de São Paulo: tel. (11) 5072-3269, e-mail: dh_sp@hotmail.com
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Segunda-feira, Junho 02, 2003
Fonte: GLS Planet
Richard Chamberlain assume que é gay agora na TV

O ator Richard Chamberlain decidiu assumir sua homossexualidade numa rede de TV americana.
Famoso por interpretar personagens viris nos filmes de Hollywood, o ator já tinha assumido ao escrever em sua autobiografia em janeiro deste ano.
Ele sempre se recusou a comentar os rumores sobre sua sexualidade, mas no livro, ele acabou contando, e disse que seria um suicídio profissional se assumisse no auge de sua fama.
Ele, aos 69 anos, explicou porque preferiu contar agora na TV. "Não sou mais galã, então não preciso mais alimentar essa imagem. Agora posso falar sobre isso porque não tenho mais medo." disse Richard, que vive no Havaí.
Durante a entrevista em sua casa no Havaí, o ator também diz o nome de seu companheiro, Martin.
O programa coincide com a publicação da autobiografia do ator, Shattered Love, que chega às livrarias esta semana.
Enviado por JOSEAN REGO
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