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Terça-feira, Agosto 03, 2004
Fonte: Folha de São Paulo On Line 03/08/2004 - 21h18 (- 1 hora local)
TSE cassa mandato do governador Flamarion Portela
:::Por Equipe Folha On Line:::
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu hoje cassar o mandato do governador de Roraima, Flamarion Portela (afastado do PT), por crimes eleitorais na campanha à reeleição em 2002.
O governador era acusado de envolvimento no "escândalo dos gafanhotos", que contratava servidores públicos fantasmas.
O processo foi movido pelo ex-governador e candidato derrotado, Ottomar Pinto (PTB). Portela foi acusado pelo Ministério Público Federal pelos crimes de peculato e formação de quadrilha.
Ainda não está claro se Portela será afastado imediatamente do cargo. Ele pode recorrer da decisão.
A defesa do governador alega ser falsa a fita em que são exibidas imagens da primeira-dama e secretária do Trabalho e Bem-Estar Social, Ângela Portela, participando da distribuição de benefícios a moradores carentes de Boa Vista e Rorainópolis.
As imagens foram veiculadas no horário gratuito e ela aparece ressaltando o lema das campanhas institucionais do governo.
O Ministério Público recorreu ao TSE após o Tribunal Regional Eleitoral do Estado ter inocentado o governador.
Enviado por JOSEAN REGO
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Domingo, Agosto 01, 2004
Fonte: Rede Globo - Jornal Hoje 31.07.2004
Blogueiro embasbacado
Sem concessões
:::Por Ilze Scamparini, Roma:::
O Vaticano - ao que parece - continua atrelado ao passado. A Santa Sé publicou hoje um documento que critica duramente o feminismo radical. Segundo o Vaticano, as feministas encaram os homens como inimigos que devem ser combatidos.
O documento do Vaticano defende mais uma vez uma posição conservadora nas relações entre o homem e a mulher. A carta aos bispos, assinada pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, diz que a diferença entre os sexos é uma realidade e que não se pode falar de uma dimensão chamada gênero humano, defendida por algumas correntes de pensamento. Um certo feminismo radical representa sérios riscos ao futuro da humanidade, diz o documento que o Papa aprovou.
Na carta, a igreja confirma velhas posições muito criticadas pelos católicos: a condenação do divórcio e manutenção do sacerdócio só pra homens, do celibato e da vocação cristã à virgindade. Ao mesmo tempo, o Vaticano defende que a mulher deve estar presente no mundo do trabalho em cargos de responsabilidade que promovam soluções inovadoras na política e na economia das nações. Mas, lembra o documento, sem pôr em risco a família.
Para harmonizar casa e trabalho, a igreja sugere que sejam criadas leis que valorizem os serviços domésticos e a criação dos filhos. Aquilo que as mulheres sempre desejaram e pouco conseguiram.
Enviado por JOSEAN REGO
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